pois a questão-chave é:
sob que máscara retornará?

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o sonho (o mais caro) dos poetas:
a construção do poema de arquitetura ideal.
a feitura de um poema fantástico, de um poema como um dia claro.
o dia claro, no seu discurso mudo, na sua fala de silêncio, dizendo “nada”, diz “tudo”. pois que o mundo é só exterior; não existem portas que dão para dentro, apenas as que dão para fora. dizendo “nada”, o dia claro diz “tudo”. as coisas às claras, eis o seu discurso. e ponto final.
o sonho dos poetas:
o poema cujo propósito seja o impropositado.
um poema que, a gosto do impropositado, não fosse passível de ser declamado.
o sonho caro dos poetas: dele, do sonho,
acordam.
e, acordando, o sonho-poema, de ideal arquitetura, todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
acordam, do sonho, os bardos.
e toda a estrutura que compõe a arquitetura do poema ideal — o prédio poético de versos…
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Valeu pela divulgação da postagem! Grande abraço! Paulo Sabino.