“Já que agora todo mundo publica, o Jornalismo precisa mais do que nunca apurar, entrevistar, conferir e cruzar dados, chancelar informações, fazer perguntas, muitas perguntas; precisa pautar a sociedade, precisa dizer a boa nova, mas também revelar e interpretar o que está por trás, esquivando-se da enxurrada incessante de amenidades. É neste admirável mundo novo que o Jornalismo precisa renovar permanentemente o seu compromisso ético de colocar o bode na sala.”
Roberto Villar Belmonte*
Prezado admirável mundo novo, do tudo ao mesmo tempo agora, das torcidas fanáticas de avatares, dos ciborgues em conexão compulsiva, dos terabytes de memória na ponta dos dedos, das intermináveis versões do mesmo, das muitas – mas tantas vezes inexploradas – possibilidades do diferente, das solidões interativas em múltiplas plataformas de auto publicação, dos amigos que nunca conheceremos, qual o papel que reservas para o Jornalismo neste teu mundo de fragmentos?
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