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A câmera de McCullin nos leva para o meio dos horrores

“É uma daquelas histórias empolgantes. É um documentário a que se assiste com a respiração acelerada. Para jornalistas, então, é irresistível.”

Avatar de mariomarcos

Dom McCullin/ReproduçãoRobert Capa costumava dizer que se a foto não mostrava qualidade é porque o fotógrafo não tinha chegado perto como deveria. Ele seguiu este princípio por toda a vida. Desembarcou com os aliados na Normandia, esteve na Guerra Civil espanhola, acompanhou John Steinbeck em uma viagem histórica à então fechada União Soviética, mostrou dramas e celebridades. Chegou sempre tão perto que acabou pisando em uma mina, na Guerra da Indochina, dia 25 de aio de 1954. Tinha apenas 41 anos. O britânico Donald McCullin seguiu esta cartilha ao longo da carreira – e sua vida e obra estão mostrados, com absoluta competência pelos diretores David Morris e Jacqui Morris, no documentário McCullin (para quem tem Netflix, é só buscar pelo nome).

É uma daquelas histórias empolgantes. É um documentário a que se assiste com a respiração acelerada. Para jornalistas, então, é irresistível.

aaniPara cumprir aquele mandamento defendido por Capra e…

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