Tempus fugit

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Arquivo anual: 2013

A SOLIDÃO NA ERA DA CONECTIVIDADE EM REDES SOCIAIS

Uma pessoa se relaciona em média com um grupo de 150 pessoas na vida. Você conhece de verdade ao menos 150 pessoas? Vale a pena assistir a esta animação que traz profundas reflexões sobre nossa vida real e virtual. Ou como, apesar de todas as conexões que a Internet nos permite, a solidão virou a grande doença do mundo contemporâneo.

O mundo com 100 pessoas

O mundo com 100 pessoas

A população mundial atingiu 7 bilhões de pessoas. Mas, se o mundo fosse habitado por apenas 100 pessoas, como seria dividido? A população seria exatamente dividida em 50 homens e 50 mulheres. Já a diferença de idade seria maior: 26 crianças e 74 adultos, sendo que 8 destes teriam mais de 65 anos.Na distribuição geográfica, haveria um domínio asiático, com 60 pessoas, e outras 15 africanas, 14 americanas e 11 europeias. Na religião, seriam 33 cristãos, 22 muçulmanos, 14 hindus e 7 budistas. Além disso, 12 seriam praticantes de outras religiões e 12 não estariam ligadas a nenhuma religião.
Com a superioridade asiática, a maior parte da população falaria chinês: 12. Haveria ainda 5 falantes do espanhol, 5 do inglês, 3 do árabe, 3 do hindi, 3 do bengali, 3 do português, 2 do russo, 2 do japonês e ainda 62 pessoas que falariam outras línguas além das mencionadas.
Felizmente, 83 pessoas seriam capazes de ler e escrever, mas a taxa de analfabetismo ainda seria de 17%, e apenas 7 seres humanos teriam um diploma universitário. O uso de computador também seria restrito a 22 pessoas.
Na questão moradia, 77 teriam um lugar para se abrigar do vento e da chuva, mas 23 seriam sem-teto. Haveria ainda 13 pessoas sem acesso à água potável.
Entre estas 100 pessoas, uma estaria morrendo de fome, 15 estariam desnutridas e 21 com excesso de peso – situação que vem preocupando cada vez mais. [100people, Jack Hagley]

Nietzsche

Nietzsche

“Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em deixá-lo com vida.”

Crítica severa à internação forçada de dependentes químicos

DA AGÊNCIA BRASIL – Especialistas e ativistas que defendem a descriminalização das drogas no Brasil vão entregar uma carta à presidenta Dilma Rousseff, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF) cobrando a elaboração de uma nova política antidrogas que não seja baseada em medidas proibicionistas.

A principal crítica do grupo é ao Projeto de Lei 7.663/ 2010, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que altera a Lei Antidrogas para aumentar a pena mínima para traficantes de drogas e prevê a internação compulsória de dependentes. Segundo os signatários do documento, o PL é um retrocesso no debate sobre drogas no Brasil e fere direitos constitucionais. (mais…)

Transgredir é …

Transgredir é transcender, nossa história não teria mártires no campo político, científico, religioso, cultural e artístico caso fosse possível transcender sem colocar em risco a sobrevivência da espécie. Mesmo a sede de poder, por nós apontada como grande vilã e impedimento para um mundo idealizado, não é tão aterradora para a tradição como a traição pela transcendência. Se por sede de poder alguém rompe com o senso comum da melhor ordem para a preservação e reprodução de nossa espécie, é fora-da-lei. O traidor, por sua vez, é um transgressor. Ele propõe outra lei e outra realidade. Se alguém rompe com uma estrutura tradicional de família, se pode ser caracterizado como um perverso, este tem seu lugar garantido na sociedade. Ele é o que não se deve fazer. Ele tem uma função importante e terá suas regalias asseguradas enquanto assumir a condição de errado. Tal condição é particular e toda sociedade tem espaço para um certo número de casos. No entanto, se o rompimento com a estrutura familiar é acompanhado de um desejo de legitimação dessa conduta, esse indivíduo é inaceitável e um bom candidato ao martírio.

Trecho de “A Alma Imoral” de Nilton Bonder.

Tradição e Traição

Trecho de A Alma Imoral, de Nilton Bonder

Desenho de David Lloyd no graphic novel "V for Vendetta"

Tradição” e “traição” são duas palavras de escrita e fonética tão semelhantes em nossa língua quanto o são interligadas em seu significado mais profundo. Tradição é a palavra que veio representar a tarefa do próprio instinto assumida pela consciência humana. Preservar-se como espécie, na dimensão da consciência, é estar atento aos ensinamentos sociais que se preocupam com a preservação do desígnio e sentido maior de nossa existência – a reprodução. São três as principais áreas que compõem a tradição: 1) a família como estrutura artisticamente moldada para melhor atender aos interesses reprodutivos em determinado contexto socioeconômico; 2) os contratos sociais fundamentais para a manutenção de uma convivência que propicie as melhores condições de preservação da vida e sua reprodução e 3) as crenças engendradas para oferecer respaldo teórico e ideológico à preservação. O animal moral tem na tradição um instrumento fundamental para sua preservação.

O surgimento do fundamentalismo em nossos tempos é com certeza uma reação legítima a um mundo que quer mudar o eixo do desígnio coletivo para o do indivíduo. Consumir em vez de reproduzir é dar maior ênfase ao meio reprodutor do que ao fim reprodutivo. É priorizar o presente em detrimento do futuro. É poluir mais do que conservar. É, em suma, ameaçar um animal e com isso o ter acuado com toda agressividade e desespero de tal condição. (mais…)

A ALMA IMORAL

Texto: adaptação de Clarice Niskier do livro “A Alma Imoral”, de Nilton Bonder
Elenco: Clarice Niskier
Supervisão de Direção: Amir Haddad
Iluminação: Aurelio De Simoni
Trilha Original: José Maria Braga
Cenografia: Luis Martins
Cenotécnico: Guilherme Morbey
Operador de luz: Carlos Henrique Alves Pereira
Operadora de som: José Maria Braga
Produção: José Maria Braga
VISITEM A WEBPAGE http://www.almaimoral.com/

Segundas intenções

Ed. Rocco

segundas intenções livro

“Há purezas que são devassas e há depravações que são santas. Há naturalidades que são falsas e há invenções que são originais. Tudo dependerá de onde estiver a intenção, no seu lugar de primeira ou de segunda”, diz o autor, que convida os leitores a se reconhecerem em suas segundas intenções. Ao aproximarmos o corpo e a alma, somos capazes de eliminar os efeitos colaterais da inveja e do assédio, descobrindo as dimensões do amor, da tolerância, do educar e da esperança. Será decretado, então, o fim da vergonha.

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A PREGAÇÃO DE ÓDIO DE UM FASCISTA

Feliciano se regozija do assassinato de John Lennon: “O primeiro tiro, John, foi em do nome do Pai, o segundo em nome do Filho e o terceiro em nome do Espírito Santo” por ter dito (quando era jovem) que os Beatles eram mais populares do que Jesus! E vai começar a aparecer cada vez barbaridades deste fascista em pele de crente. É esse tipo de ódio ao outro, ao diferente, aos que criam, aos que ousam pensar, fazer ciência e filosofia, é esse o ódio disseminado dentro dos templos de lavagem cerebral e arrecadação de dízimo chamados “igrejas neopentecostais”. Pelo fim da isenção tributária às igrejas, porque máfia se desmonta atingindo o cofre e o patrimônio. Isto foi ensinado pelo magistrado italiano Giovanni Falcone, dinamitado pela Cosa Nostra por tentar desmantelar sua rede de sustentação financeira.

Guernica

Guernica

Em 8 de abril de 1973, morria Pablo Ruiz Picasso, pintor espanhol, aos 91 anos. Picasso foi um dos maiores pintores do século. Criador do cubismo, o trabalho do artista não é cópia do mundo real, mas uma criação autônoma e nova. A obra aqui reproduzida, Guernica, é um painel pintado por Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães, apoiando o ditador Francisco Franco. Atualmente está no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.